Igreja matriz de Guisande, em dia de cerimónia de 1ª Comunhão para um grupo de crianças da freguesia.
Igreja matriz de Guisande, em dia de cerimónia de 1ª Comunhão para um grupo de crianças da freguesia.
Vista dos lugares do Viso e Quintães, obtida no lugar de Fornos. Ao fundo o Monte do Viso e a capela.
Ribeira da Mota, sensivelmente com o mesmo enquadramento mas em diferentes momentos, em diferentes estações; À esquerda, foto obtida no início do Outono, depois de um Verão relativamente seco; À direita, foto obtida em meados de janeiro, depois de abundantes chuvas. (clicar na foto para ver em tamanho ampliado).
Partiste…
Foi longa a tua estadia,
Mas agora,
Na tua ausência,
Sinto que fostes brisa a passar
E, findo o rumor,
Sinto que mal dei por ti.
No entanto,
Deixaste-me por cá
Um pouco mais,
Para que te traga de novo à vida
Ainda que, lá por fora,
Não sejas sombra ao sol
Mas, tão somente,
Sol na minha sombra.
-Américo Almeida - 2007
Ribeira da Mota, junto à presa do Alquebre.
Das entranhas do monte
Irrompe a seiva cantante,
Em fios de fina prata,
Reluzente, bordejando leiras,
Na ansiosa procura
De um leito materno,
De um regaço de águas.
Mas o mar apela,
Como mãe pelos filhos,
E, vale abaixo,
Rasgando o verde,
Sulcando a terra,
Amaciando a fraga,
Vai a Ribeira apressada,
Fecunda, destemida,
À procura do seu destino,
Do imenso, infinito,
Azul do mar.
Parte, mas parte num risonho adeus,
Na certeza de quem sabe
Que há-de voltar:
Ao mesmo monte,
Ao mesmo leito,
E de novo ao mar.
- Américo Almeida - 2007